24 de set de 2011

Nasa - Fragmentos de satélite desativado caem na Terra

 

Agência espacial norte-americana não sabe dizer local exato das quedas.
Usuários no Twitter relatam que destroços atingiram o sul do Canadá.

A agência espacial norte-americana (Nasa) confirmou neste sábado (24) que o Satélite de Pesquisa da Atmosfera Superior Terrestre (UARS, sigla em inglês) se desfragmentou na atmosfera, com parte dos destroços caindo em solo terrestre durante o início da madrugada.

Restos do satélite atingiram a superfície da Terra entre 0h23 e 2h09 (horário de Brasília), segundo a Nasa. "O satélite estava passando sobre Canadá e África, assim como sobre vastas zonas dos oceanos Pacífico, Atlântico e Índico", explicou a agência, que ainda não consegue dizer os locais exatos onde as peças do UARS aterrisaram.

Fragmentos do equipamento podem ter caído na região de Okotoks, uma cidade ao sul de Calgary, no oeste do Canadá, segundo relatos no serviço de microblog Twitter. A Nasa não confirma esta informação, destacando apenas que pedaços encontrados do satélite são de propriedede norte-americana e devem ser devolvidos à agência.

O órgão acredita que fragmentos possam ser encontrados em outros lugares, como na África ou na Austrália. Anteriormente, a Nasa vinha informando que os restos do satélite deveriam se espalhar por uma área de 800 km e que não haveria riscos para a população.

Com quase seis toneladas de peso, o aparelho foi lançado pela Nasa há 20 anos. Desativado em 2005, o equipamento foi se aproximando da Terra por conta da ação solar e da gravidade do planeta. A Nasa esperava que o satélite se fragmentasse em 26 pedaços, com pesos variando entre 1 kg e 158 kg.

O UARS é o maior satélite da Nasa a cair sobre a superfície terrestre depois do Skylab, que se precipitou na zona ocidental da Austrália em 1979.

Satélite UARS, levado ao céu em 1991, foi desativado em 2005 pela Nasa. (Foto: Nasa / via AP Photo)Satélite UARS, levado à orbita em 1991, foi desativado em 2005 pela Nasa. (Foto: Nasa / via AP Photo)

(*) Com informações das agências de notícias EFE, France Presse e Reuters

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